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Quem foi Allan Kardec?

Em 1855, o francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em 1804, era um educador respeitado, autor de livros sobre gramática, matemática e reforma educacional. Nesse ano, porém, ele assistiu uma sessão de espiritismo, com mesas que se moviam e transmitiam, através das batidas, mensagens – em geral bem simples – de espíritos desencarnados. Rivail, que dizia “não acreditar em fantasmas”, percebeu que havia algo de sério por trás da aparente trivialidade. Em suas palavras, “era como que a revelação de uma nova lei, que decidi investigar de modo completo”. 

Dois anos depois, ele publicou O Livro dos Espíritos, assinando-o com o nome que teria recebido numa das suas vidas anteriores: Allan Kardec. Continha as respostas dos espíritos, captadas por diversos métodos, a mais de quinhentas perguntas suas. Era o primeiro fruto de seus esforços para a codificação do espiritismo, apresentado como uma filosofia racional, obediente a leis naturais como a da sucessão de encarnações. Mais tarde, Kardec escreveu outras obras – entre elas O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo – e criou a Sociedade Parisiense dos Estudos Espíritas, que orientou o movimento espírita em todo o mundo. Quando Kardec morreu, em 1869, o espiritismo já era uma doutrina firmemente estabelecida, com grande número de adeptos. 

O que é o Espiritismo?

Chama-se espiritismo à doutrina cristã codificada por Allan Kardec entre 1855 e 1869, a partir de mensagens transmitidas por espíritos e recebidas por médiuns, e que transmitiu a milhões de pessoas da Europa e das Américas ensinamentos sobre a vida após a morte. Em seus livros, Kardec procurou apresentar o espiritismo como uma filosofia racional, uma ciência baseada em leis naturais, as quais regem o contato entre o mundo dos homens e o mundo dos espíritos. Por exemplo, para os espíritas, a evolução espiritual se fundamenta na lei da sucessão de encarnações: vamos nos aperfeiçoando no decorrer de milhares de vidas, até nosso espírito alcançar a iluminação. Outra lei importante é a do carma, ou lei da ação e reação, segundo a qual pagamos, na atual existência ou em vidas futuras, pelos atos nocivos cometidos na presente encarnação ou em encarnações anteriores. Um suicida, por exemplo, deverá reencarnar para cumprir seu carma até o fim.

Hoje, a lei do carma e as demais concepções espíritas são parcial ou totalmente aceitas por milhões de pessoas. A doutrina antes vista como uma superstição baseada na fraude é agora associada aos Evangelhos do Novo Testamento e ao cumprimento daquela que Kardec designava como “a primeira de suas leis, a lei da caridade universal”. E serve de farol para seres iluminados como o brasileiro Chico Xavier.

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