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Quem foi Carl Gustav Jung?

Carl Gustav Jung foi criador da psicologia analítica, método de análise psicológica voltado para o autoconhecimento.  Ele nasceu em 1875, na cidade de Kesswill, na Suíça, de onde saiu aos 20 anos para estudar medicina na Universidade da Basiléia. Nessa época, o psicanalista austríaco Sigmund Freud estava no auge das suas descobertas sobre a mente humana, e seus estudos atraíram a atenção de Jung, que logo se tornou seu discípulo. Mas o jovem psicanalista suíço não se contentou com as lições recebidas do mestre e prosseguiu seus estudos e suas pesquisas. Em 1913, criou a psicologia analítica, o que lhe valeu reconhecimento mundial, mas também causou rompimento definitivo com Freud. 

O campo de estudos de Jung se expandiu para além da psicanálise ao englobar assunto como os símbolos mágicos, os oráculos, os fenômenos aparentemente inexplicáveis, a intuição e as emoções humanas. Tudo isso forma um conjunto definido por ele como o inconsciente coletivo. A psicologia analítica, assim, vê o homem como um ser completo e inserido na sociedade. 

Jung escreveu vários livros, entre eles Símbolos da Libido, Tipos Psicológicos, Psicologia e Religião, Psicologia e Alquimia, Sincronicidade, Memórias, Sonhos, Reflexões, Um Mito Modernos (sobre discos voadores) e O Homem e seus Símbolos. Morreu em 1961, aos 86 anos de idade, em Zurique. Até hoje, suas ideias auxiliam os estudiosos de oráculos e religiões a compreender melhor a mente humana

O que é Arquétipo?

Arquétipo é uma imagem que existe no inconsciente de todos os homens. Por exemplo: para qualquer ser humano, de qualquer lugar, o arquétipo do herói corresponde à imagem de um homem forte, invencível. E, como no nosso inconsciente existe esse arquétipo, quando pensamos num herói o num ato heroico, é essa imagem que vem à nossa mente consciente. Já o arquétipo da mãe está associado à imagem de uma mulher suave, protetora, forte e sensível. Assim, quando criamos uma personagem que é mãe, tendemos a descrever uma mulher com essas características. Ou, quando vemos alguém que corresponde a esse perfil, dizemos que se trata de uma pessoa maternal. De forma inconsciente, os arquétipos guiam o nosso comportamento social. 

Carl Gustav Jung desenvolveu estudos profundos sobre vários oráculos – como o tarô e o I Ching – e constatou que todos possuíam elementos comuns, identificáveis entre povos de tempos e lugares diferentes. A carta Os Enamorados do tarô, por exemplo, é associada a mensagens de amor e escolha tanto por um esquimó do século 18 quanto para um brasileiro do século 20, pois ela traz em si uma imagem essencial presente no inconsciente de ambos. Da mesma forma, as divindades de várias culturas correspondem a arquétipos. É por isso que, muitas vezes, povos totalmente diferentes cultuam deuses tão parecidos.

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