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Quem foi Eliphas Lévi?

Poucas pessoas influenciaram os rumos da magia moderna quanto o francês Alphonse Louis Constant (1810 – 1875), conhecido pelo pseudônimo de Eliphas Lévi. Seus livros tiveram grande impacto junto aos ocultistas do final do século 19, e algumas das ideias neles apresentadas, como as leis da magia, permanecem atuais. No entanto, Lévi participou de pouquíssimos rituais de magia na sua vida, e na maioria das vezes nada sentiu. O episódio mais bem-sucedido foi a invocação do espírito do mago grego Apolônio de Tiana, que lhe transmitiu ensinamentos. 
O encontro de Lévi com a magia foi precedido pelo seu envolvimento com a política radical e a literatura. Na verdade, seu talento como escritor foi um dos ingredientes do êxito dos seus livros, que conseguiram tornar a magia ritual atraente aos olhos do público. Em 1856 foi publicado o Dogma e Ritual da Alta Magia, no qual ele enfatiza a importância da vontade humana como agente da magia e formula a lei da correspondência: cada aspecto do macrocosmo, ou seja, do universo, tem um correspondente no microcosmo, isto é, no ser humano individual. Posteriormente foram publicados História da Magia (1860) e As Chaves dos Grandes Mistérios (1867), que consolidaram sua influência junto a sucessivas gerações de estudiosos do ocultismo, aí incluídos os rosacrucianos franceses, os membros da sociedade mágica britânica Golden Dawn e os fundadores da Teosofia.

O que é Magia?

A magia é, de acordo com o francês Eliphas Lévi, “a arte de transformar a realidade usando as forças da natureza”. Essa manipulação das forças da natureza pode ocorrer de diversas formas: pela utilização das cores e das formas geométricas, que abrangem vários elementos; pelo uso de plantas, cristais, pirâmides ou alimentos, relacionados ao elemento terra; pelo uso de líquidos em geral e de água de todo tipo (de mar, de rio, de cachoeira), referentes ao elemento água; pelo uso de orações, mantras, objetos ritualísticos e símbolos sagrados (pirâmides, mandalas, cruzes), relacionados ao elemento éter; pelo uso de espadas, perfumes e incensos de todos os aromas, relacionados ao elemento ar; pelo uso de velas de todos os tipos e cores, relacionadas ao elemento fogo; e pela utilização do poder sexual e da força emitida pelos astros. O mais poderoso instrumento de magia que existe, porém, é nosso próprio pensamento, que nos permite criar e transformar as situações. Eliphas Lévi também dividiu a magia em três tipos básicos: a magia branca, voltada para o bem individual e coletivo; a magia cinzenta, voltada apenas para o bem pessoal; e a magia negra, que inclui sacrifício de criaturas vivas e visa prejudicar outras pessoas. Outros estudiosos apontam a existência de mais dois tipos de magia: a magia azul, voltada para objetivos amorosos; e a magia sexual, que permite obter poderes sobrenaturais.

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